Risco de Mercado

A Gestão de Riscos de Mercado é o processo pelo qual a instituição acompanha e administra os riscos potenciais de variações nas cotações de mercado dos instrumentos financeiros que possam, direta ou indiretamente, afetar adversamente os preços de ativos e passivos do Banco.

A análise corporativa de risco de mercado é feita com base nos diversos fatores de mercado que podem afetar as posições do Itaú, entre os quais destacamos: taxa de juros no Brasil, taxa de juros no Brasil para operações indexadas ao dólar (cupom cambial), taxa de juros para produtos indexados à Taxa Referencial (TR), preços do mercado de ações e outros. As operações, incluindo derivativos, são decompostas nos vários fatores de risco que podem afetar seu preço de mercado, e então, são agrupadas de diversas formas, segundo as estratégias de negócio, ou no nível corporativo consolidado.

Para cada fator de risco são feitas as seguintes análises: descasamento de ativos e passivos (Gap Estrutural), perdas potenciais (Value at Risk ou VaR) estimadas, com base no comportamento estatístico dos fatores de risco em um intervalo de confiança de 99%, e riscos potenciais em situações de mercado extremamente desfavoráveis (VaR-stress). A principal técnica empregada para quantificação dos riscos é a medida da redução (aumento) potencial de valor de ativos (passivos) associados a uma mudança dos fatores de mercado.

São feitas ainda simulações históricas (historical simulation) das posições de risco, para verificar a qualidade do resultado medido pelos demais métodos empregados. Também, como ferramenta auxiliar nas decisões estratégicas de administração de riscos de mercado, são feitas análises do comportamento da carteira do Banco, diante das várias estratégias em estudo.

Os descasamentos estruturais de ativos e passivos originários das operações de banco comercial são administrados pelas tesourarias Nacional e Internacional, as quais atuam nos mercados de títulos e derivativos, fazendo o hedge das posições corporativas dentro dos parâmetros estabelecidos pela Comissão Executiva Financeira.

Na tabela abaixo, demonstramos os níveis de VaR para o Gap estrutural. Observa-se uma elevação no risco global ao final do quarto trimestre, partindo de R$ 36,7 milhões no final de setembro, e atingindo R$ 41,1 milhões em 31 de dezembro de 2000. A maior volatilidade dos mercados TR e Cupom Cambial foi o fator preponderante para este aumento do risco global.


VaR(*) do GAP estrutural

Apesar do aumento da volatilidade no mercado pré-fixado, o VaR apresentou uma redução. As perspectivas macroeconômicas permitiram ao Banco adotar uma estratégia que propiciou uma menor exposição da carteira ao risco de mercado.

Em relação às mesas de negócios, o Itaú dispõe da Mesa Carteira Própria e da Mesa Clientes.
A Mesa Carteira Própria negocia nos mercados interno e externo, dentro de limites pré-estabelecidos pela Comissão Executiva Financeira, e é incumbida de buscar as melhores alternativas de negócio entre as oportunidades e imperfeições do mercado.
A Mesa Clientes está voltada para o mercado Corporate e Middle Market, e procura atender a demanda de negócios diferenciados. É suportada pelas demais mesas de operação, e, a princípio, não mantém posições de risco próprias.

A tabela abaixo apresenta a evolução do VaR da Mesa Carteira Própria. A realização do portfolio de ações, juntamente com operações de opções num período de baixa volatilidade, gerou uma redução do VaR na Mesa de Renda Variável, impactando diretamente o VaR Global, Máximo e Mínimo.


VaR(*) da Mesa Carteira Própria